quarta-feira, 23 de abril de 2008
As vezes...
Um soco no estômago.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Beirut - The Flying Club Cup
Escutando o cd e escrevendo.Na
A
A
As
É
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Falsa Paz
Sabem aqueles dias em que as lembranças voltam e sentimos as feridas cicatrizadas doerem como se fosse um corte com a faca recente, aberto.Os dias em que o vento não apenas sopra, ele conversa, encanta e te carrega pra outro lugar noutro tempo em que a partida acontece mas tu já sabe o fim, conhece a derrota e a sente de novo.
O dia em que todos olhares são de dó e nem toda capacidade teatral, de dissimulação ou de proteção adiantam. Estás frágil e sensível, aberto e entregue.
Confuso sim! Mas também com a certeza de que não adianta. O dia que tu vai para o norte, procurando o sul. Que o ontem se mostra hoje ao menos na força que te atinge.
Que o mar não tem marulho, tem sim um gemido, a dor que é compaixão, companhia e piedade. Os pássaros lembram que a vida segue, mas pra onde? Ciclos, círculos e caminhos repetidos, um Deja Vu eterno e duro.
O futuro pertence ao passado.
sábado, 6 de outubro de 2007
Inverso
- As vezes me deito na cama e escuto música querendo apenas não pensar em nada.
Disse ele mais inquieto que o normal no divã, depois de uma tragada de seu inseparável companheiro Marboro Red.
- Mas que pensamento te assusta?
Perguntou a "normal", sentada na ponta de sua poltrona marrom areia, com sua saia clássica, elástico na cintura e com curioso detalhe passante e faixa para amarrar. Bege, sem vida, sem emoção, sem.
- Não sei, mas as vezes penso que não penso e isso inquieta ainda mais, como se o nada me amedrontasse, menos que qualquer outra coisa, mas muito. Caminho de um lado a outro da casa, procuro respirar, procuro entender.
Ele agora está sentado, olhar baixo, cabelo bagunçado, cigarro fortemente apertado entre os dedos. As olheiras são inegáveis, os lábios secos gritantes. Parece que não dorme a dias.
- E porque não descansa? Porque te culpa? Com o que?
Ela segura no colo um bloco de notas, tem uma caneta que desliza entre seus dedos como se batucasse uma música. Ela já não escreve nada mais, mas seus olhos não escondem sua curiosidade, sua preocupação.
- Não me culpo por nada! De onde tiraste isso? Não descanso porque não consigo, não quero o momento antes do sono que nos faz pensar no que estamos fazendo. Não quero não pensar.
Pela primeira vez ele a encara. O castanho vibrante dos olhos ainda está ali, escondido entre as lentes de seus óculos com armação fina, cinza.
- Porque cala? Fale tudo que tem pra falar, não guarde nada não.
O silêncio toma conta da sala, só se pode ouvir o tic-tac do relógio que não percebe que não é momento para seguir como sempre.
Ele se levanta, ela também.
Ela devolve o bloco e a caneta a ele e senta no divã.
Ele busca sua poltrona.
- Qual o diagnóstico do analista?
Pergunta ele, agora com uma nova feição, um sorriso sarcástico.
- Nenhum, mas pode tomar umas pílulas, entender não é preciso.
Disse ela, agora sorrindo e se aconchegando no divã.
As coisas agora estão no seu lugar.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Início do Mês
E dessa vez foi diferente, abri o GD e tinha uma mensagem do lado da última mensagem, "no início deste mês". Pensei, como assim? Mas que medida mais inconveniente, imprecisa, ela dá a impressão de que estamos no fim do mês.
No momento seguinte olhei o calendário e fiquei preocupado, levei um susto.
30 de Agosto de 2007. Pense só, se foi mais um mês, entramos em setembro, já é quase fim do ano e tudo continua igual pra mim, como não poderia ser. Como prometi não ser. Nem sei o que fazer agora.
Aliás, nem é tão igual, estou de volta ao casulo, noites em claro, dias sem luz. Não é intencional ou por necessidade, não sei o porque e não entendo, o pior, não tenho manual nem comprimidos.
P.S. Desculpem a ausência no blog, mas é que deixei de perceber que o tempo passava.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Singularidades Múltiplas
Não é lógico, não é coerente.
Não existem repetições, seqüências ou regularidades.
Dane-se o método.
terça-feira, 31 de julho de 2007
SFS - Breve Definição.
A SFS se caracteriza por uma vontade excessiva de auxílio a outras pessoas, tornando esse o objetivo principal da existência da vítima desse mal. Desde os relacionamentos mais simples, aos mais complexos, existe uma atração por aquilo que parece mais complicado e que precisa de ajustes e mudanças. A pessoa que sofre dessa síndrome, freqüentemente tem insucessos na vida amorosa, por um motivo simples, a mesma (vida amorosa) fica baseada na necessidade de existirem problemas a ser resolvidos, a instabilidade é a base dos relacionamentos sendo que é ela que torna o relacionamento atraente. No momento em que acontece uma estabilidade e "as coisas se acertam", o interesse desaparece.
Ou seja, é um pressuposto para se manter bem, encontrar o mal. Conforme alguns casos clínicos conhecidos é possível notar que os portadores dessa síndrome acabam por interpretar as suas atitudes como motivadas por algo bom (ajudar o próximo) e não a enxergam como problema, os exageros ou a exclusividade que tal sentimento toma no seu cotidiano, acabam por acreditar que seus relacionamentos estão ligados de forma intrínseca a uma relação de hierarquia entre os participantes do relacionamento, onde, apesar de se colocar como protetor do outro, se percebe como um lado inferior da relação, por superestimar a dependência que tem dessa pessoa com a qual se relaciona.
Breve novos aprofundamentos.