segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Falsa Paz

Sabem aqueles dias em que as lembranças voltam e sentimos as feridas cicatrizadas doerem como se fosse um corte com a faca recente, aberto.

Os dias em que o vento não apenas sopra, ele conversa, encanta e te carrega pra outro lugar noutro tempo em que a partida acontece mas tu já sabe o fim, conhece a derrota e a sente de novo.

O dia em que todos olhares são de dó e nem toda capacidade teatral, de dissimulação ou de proteção adiantam. Estás frágil e sensível, aberto e entregue.

Confuso sim! Mas também com a certeza de que não adianta. O dia que tu vai para o norte, procurando o sul. Que o ontem se mostra hoje ao menos na força que te atinge.

Que o mar não tem marulho, tem sim um gemido, a dor que é compaixão, companhia e piedade. Os pássaros lembram que a vida segue, mas pra onde? Ciclos, círculos e caminhos repetidos, um Deja Vu eterno e duro.

O futuro pertence ao passado.